sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Série Árvores da Mata Atlântica: 48 Pitombeira


Nome científico: Talisia esculenta

Família: Sapindaceae

Ocorrência: ocorre na Mata Atlântica do nordeste até o Rio de Janeiro. Também pode ser encontrada no Amazonas.



Características:

· altura: de 6 a 12 m;

· folhas: semidecíduas

· fruto: alaranjado de formato redondo, com casca dura e semente envolvida por camada fina e suculenta; adocicado.

Floração: agosto a outubro
Frutificação: janeiro a março

Outras informações: Seus frutos são bastante apreciados por pássaros e por nós humanos, por isso, a pitombeira é árvore indicada nos reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição de áreas degradadas. A germinação da semente é alta e o crescimento moderado.
Na região nordeste, é comum ver pitombeiras nos quintais. Em Recife, na época do fruto, as pitombas são vendidas nos semáforos. Eu gosto muito desse fruto. Aliás, lá em Jaboatão dos Guararapes, município vizinho de Recife, tem a festa da pitomba, que coincide com a festa da Nossa Senhora dos Prazeres, 10 dias depois da Semana Santa. A festa religiosa acontece para comemorar a vitória das tropas brasileiras nas batalhas contra os holandeses.

Denise

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Alimentar-se de forma responsável


Há tempos que venho querendo falar sobre segurança alimentar e o Movimento Slow Food. Bom, pensar em segurança alimentar é pensar não só na qualidade dos alimentos, mas também na maneira como são produzidos, seu armazenamento e transporte. Fome e obesidade, por exemplo, são problemas que caracterizam uma insegurança alimentar.
Hoje em dia, nós, moradores de cidades, colocamos cada vez mais produtos alimentares industrializados na mesa. E daí? Daí, que os produtos industrializados contêm grande quantidade de elementos artificiais, de sal e de açúcar. Vocês já, alguma vez, leram os ingredientes de, por exemplo, aquelas comidas prontas congeladas ou das sopas em pó? Tenho certeza que metade dos ingredients não conseguiram ser pronunciados e compreendidos. Pois é, essa quantidade de acidulantes, corantes, estabilizantes e outros “antes” e outros nomes impronunciáveis é que caracteriza um produto industrializado. Na contra-corrente desse tipo de alimentação é que está o Movimento Slow Food. A proposta deste movimento, fundado no final da década de 1980 na Itália, é o resgate do preparo de alimentos frescos e do convívio com a família e amigos durante as refeições. E isso é feito resgatando-se os sabores tradicionais e culturais. Escolher alimentos regionais, preservando as tradições culturais, é um ato politico que ajuda a preservar o meio ambiente e a biodiversidade aliado à responsabilidade social. Aqui no Brasil, o Slow Food tem iniciativas que trabalham pela sustentabilidade alimentar em comunidades tradicionais (denominadas Comunidades do Alimento) e projetos de desenvolvimento da qualidade de produtos com pequenos agricultores ( são as chamadas Fortalezas). Fui apresentada ao Slow Food pela minha irmã há alguns anos e desde então acompanho as iniciativas. Meu próximo passo é me associar e participar dos convivia. Para saber mais, acesse o portal do Slow Food, http://www.slowfoodbrasil.com/
Ah, sim, eu sou daquelas que tem a geladeira cheia de frutas, verduras e legumes frescos e os alimentos são preparados em casa com ingredientes naturais (nada de realçadores de sabor) . E gosto de experimentar sabores naturais novos.
A foto que ilustra esta postagem é a capa do manual do Movimento Slow Food.

Denise

domingo, 1 de novembro de 2009

Tião Rocha




Neste feriadão, vi uma reportagem sobre o trabalho de Tião Rocha. Ele é conhecido pelas aulas debaixo das mangueiras, mas seus projetos vão muito além disso.

Tião Rocha tem 60 anos, é antropólogo, educador popular e folclorista e é Fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), ONG criada em 1984, em Belo Horizonte/MG.

Para ele, a educação deve ser um projeto de vida que envolve toda a comunidade e a escola deve ser tão boa e atraente que professores e alunos queiram aulas aos sábados, domingos e feriados.

O CPCD atua em cidades de Minas Gerais, especialmente em Curvelo (terra de Guimarães Rosa) e Araçuaí, no vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do Brasil.

Alguns projetos e iniciativas do CPCD:

Projeto Araçuaí Sustentável: visa difundir práticas sustentáveis de uso dos recursos hídricos. Nele, a comunidade se une em mutirão para plantar árvores e recuperar a mata ciliar, construir cisternas, construir sistemas de captação de água das chuvas, aprender a prática da permacultura, da compostagem e de banheiros secos (que, além de não utilizar água, reaproveitam os dejetos humanos para produção de adubo).

Projeto Sementinha: é destinado a crianças de 04 a 06 anos, não atendidas pela rede pública e particular e visa o desenvolvimento da identidade, da consciência corporal e cuidados da higiene e saúde, procurando cultivar em cada criança a semente dos valores de cidadania.

Fabriquetas: são núcleos de produção de tecnologias populares, com características e funções comunitárias, que visam o fortalecimento da renda familiar. Aqui, há oficinas de fabricação de sabão, cerâmica, artesanato e culinária.

Tião, em suas iniciativas, leva sempre em conta os saberes populares e sempre diz que “se juntarmos os pontos luminosos de uma comunidade, teremos uma constelação de luz e energia transformadoras”. Taí o princípio do empoderamento (empowerment) na prática.

Crédito da foto: divulgação

Denise

domingo, 25 de outubro de 2009

Série Árvores da Mata Atlântica: 47 Pau-magro


Outros nomes: cubatão, cuvatã
Ficha Técnica:
Nome científico: Cipania oblongifolia
Família: Sapindaceae
Características:
· altura: 7 a 15 m;
· folhas: largas, composta, imparinadas;
· flor:branca, em cachos ;
· fruto: cápsula que se abre em 3 partes, com 3 sementes;
Floração: durante os meses de junho e julho
Frutificação: novembro
Ocorrência: restinga, floresta ombrófila densa, floresta estacional semidecidual e mata ciliar dos estados de ES, MG, MT, PR, RJ, RS, SC, SP
Outras informações:
Árvore pioneira e rústica, apropriada para reflorestamentos. Suas flores atraem abelhas e pássaros. Acredita-se que o chá de suas folhas seja emagrecedor.


Crédito da foto: portal Árvores Brasil


Denise

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dia 31 de outubro: Dia Nacional do Saci


Em 2005, em oposição ao Halloween, comemorado no dia 31 de outubro, foi instituído o Dia Nacional do Saci, na mesma data como forma de resgatar a cultura e o folclore brasileiros. Halloween não tem nada a ver com o Brasil e a gente vê crianças, incentivadas por seus professores e professoras sem noção, a bater de porta em porta vestidos de bruxas, pedindo doces. Halloween é uma festa típica dos países anglo-saxões e eu, particularmente, não gosto desse negócio de comemorar uma festa importada. No dia 31 de outubro, participe das várias celebrações sobre o Saci-pererê, nosso personagem do folclore brasileiro de origem indígena.
Vamos fazer parte desse movimento em favor da maravilhosa cultura brasileira! Viva o Saci!

Denise

sábado, 17 de outubro de 2009

Solidariedade

Sem palavras.


Denise
video

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mudanças Climáticas


Hoje, 15 de outubro, é o Blog Action Day, uma campanha com objetivo de mobilizar milhares de pessoas e pressionar os líderes mundiais a assinar um novo acordo para o tema das mudanças climáticas, que será discutido no COP-15 – Convenção para o Clima das Nações Unidas na Dinamarca, em dezembro.
Bem, e você pode se perguntar: e eu com isso? O chamado aquecimento global afetará a vida de todos nós. Por exemplo, já há pesquisadores que observam a elevação do nível do mar. Imagine como as cidades litorâneas sofrerão com isso. Além disso, desde a Revolução Industrial, a temperatura média da Terra já aumentou em 0,8°C. Se ela ultrapassar 2 °C, prevê-se que na ocorra grande extinção de espécies; na região sudeste brasileira ocorra aumento das chuvas com grandes inundações e boa parte dos recifes de coral morrerão. Com a alteração do regime de chuvas, a agricultura será prejudicada.
Ok, e o que eu posso fazer? Além de pressionar o governo brasileiro a adotar uma política clara sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa (que não se restringe somente à redução do desmatamento), podemos, por exemplo:

. não desperdiçar energia;
. utilizar o transporte coletivo ou dar carona;
. comprar produtos locais;
. reduzir o lixo, fazer compostagem (se possível) e preferir produtos com poucas embalagens;
. evitar o uso de descartáveis;
. diminuir o consumo de carne.

Vamos lá. Todos nós juntos pelo clima!
Denise