Liberdade para a Palestina

sábado, 3 de janeiro de 2009

Passeios próximos a São Paulo: Embu das Artes


Janeiro, mês de férias. Há alguns anos, vínhamos fazendo roteiros de viagens rodoviárias para conhecer este Brasil. Porém, neste ano estamos com a grana curta e ficaremos aqui em São Paulo mesmo. Para as férias não passarem em branco, faremos alguns passeios em cidades muito próximas da capital.

Primeiro destino: Embu das Artes.

Distância: cerca de 30 km.

Da minha casa até Embu, pelo Rodoanel, são 20 minutos.

História: Considera-se que a Aldeia de M’Boy foi fundada em 1554 pelos padres jesuítas que habitaram a região com seus índios carijós catequizados, fugindo da vila de Piratininga (atual São Paulo) e dos ataques dos índios Tupiniquins. A palavra M’Boy era a designação que os padres davam aos índios carijós. Com o tempo, a grafia de M’Boy foi se modificando para Boi e Embohu, até que em 1938 passou a ser oficialmente Embu. A região era uma fazenda do tio do bandeirante Fernão Dias Paes que, em 1624, doou suas terras aos padres jesuítas. Os donos da fazenda só exigiam que a capela de Nossa Senhora do Rosário fosse mantida. Essa primeira capela já não existe mais (ela ficava onde hoje é a rodovia BR-116). A atual igreja de Nossa Senhora do Rosário (foto de minha autoria) começa a ser construída pelos jesuítas em 1690 e terminada em 1740. Até 1759, quando o Marquês de Pombal expulsa os jesuítas de Portugal e de suas colônias, a Aldeia de M’Boy foi próspera pois os jesuítas e os índios fabricavam utensílios, móveis e oratórios que eram vendidos até para a cidade do Rio de Janeiro.
Na década de 1960, a cidade tem novo "boom": por influência da cultura hippie, vários artistas e artesãos se mudaram para Embu e montaram seus ateliês e antiquários.
O que visitar: A feira de artesanato de Embu tem 40 anos e funciona todo sábado e domingo na região do centro histórico. Tem 940 expositores e é um ótimo passeio para conhecer o casario histórico do período colonial brasileiro, que está muito bem preservado.
A igreja de Nossa Senhora do Rosário também pode ser visitada. No anexo à igreja está o Museu de Arte Sacra, que recebe visitações de 3ª a 6ª feira e sábado e domingo.
Infraestrutura: Embu possui um Centro de Visistantes que dá informações sobre turismo. Há vários estacionamentos com valores variando entre R$ 5,00 e R$ 10,00 por período. O centro histórico oferece muitos restaurantes simples e com comida caseira. Só há problemas para vegetarianos como eu, já que a maioria dos restaurantes só oferece pratos para carnívoros. Foi uma pena termos descoberto que o restaurante que ficava em uma casa típica de taipa de pilão já não existe mais. No local, há uma loja de cachaça.
O passeio vale a pena mesmo que você não compre nada nas barraquinhas de artesanato.
Denise

4 comentários:

Pedrita disse...

eu gosto bastante do embu. beijos, pedrita

Michelle disse...

ahhh nós tinhamos combinado de ir la um dia...

Pedrita disse...

oi dê, o filho de uma amiga minha está com um blog e coloca animais por lá. não sei se ele entende o português, mas se não, a mãe dele traduz. http://daniel-delphine.blogspot.com/

olhodopombo disse...

MOREI SEIS MESES NUM BAIRRO CHAMADO ENGENHO VELHO