sábado, 15 de outubro de 2011

Diamantes e sangue

Assisti ao documentário "Rape of a Nation" do fotógrafo Marcus Bleasdale.
A República Democrática do Congo (um nome, no mínimo, irônico) é um país africano central que foi colonizado pela Bélgica de 1870 até a década de 1960. Conquistou sua "independência" em 30 de junho de 1960. Desde 1998, sofre com a guerra de milícias armadas entre as etnias tutsis e hutus. O governo corrupto contribui para a não solução da situação.
A miséria, a fome, o analfabetismo e a guerra fazem com que mulheres e crianças trabalhem a procura de ouro e diamantes nos rios e minas. O número de crianças violentadas e mutiladas é enorme.Infelizmente, não é o tipo de coisa que vira notícia. Todos sabemos da morte de Michael Jackson e de Steve Jobs, mas as TVs não noticiam as mortes no Congo: desde 1998, são mais de 5 milhões de pessoas que perderam a vida na guerra diretamente, ou por doenças como malária e diarréia, e a má nutrição. Por que? Será que a vida desses seres humanos vale menos que a vida de Michaels ou Jobs? As pessoas que compram alianças, anéis e colares de brilhante sabem de onde vem as pedras? Ou será que elas não se interessam em saber?
Organizações não governamentais como Save the Children e Médicos sem Fronteiras atuam na República Democrática do Congo e denunciam as atrocidades cometidas por lá.
A riqueza em ouro e diamante poderia ser a salvação do país mas é sua maldição, já que grandes corporações internacionais se aproveitam da mão-de-obra barata, da conivência do governo e exploram até o sangue desses lugares. E a comunidade internacional fecha os olhos, a boca e os ouvidos para o grito dessas pessoas. Até quando?

Denise

The Democratic Republic of Congo sits atop one of the world's most vast deposits of diamonds and gold; yet it is also home to the world's most deadly war. In Rape of a Nation, photojournalist Marcus Bleasdale explores the connection. See the project at http://mediastorm.com/publication/rape-of-a-nation

1 comentários:

Pedrita disse...

países pobres, sem minerais que atraiam o interesse vivem na escuridão do mundo. beijos, pedrita